The Grand Budapeste Hotel

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No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX.

fonte:adorocinema.com

Em sua obra, o americano Wes Anderson tem se dedicado a reinventar, com romantismo, o mundo em que vivemos – especialmente, o mundo em que a classe média vive. Seus filmes não costumam se passar em uma época específica, mas ainda assim têm um que de antigos. No divertido O Grande Hotel Budapeste, que abre oficialmente a competição do 64º Festival de Berlim esta noite e foi exibido para jornalistas no início da tarde desta quinta-feira, é um pouco diferente. O romantismo está lá, intacto, mas o período demarcado com clareza: a década de 1930, a época entre as duas guerras mundiais que transformaram a Europa.

Mas não quer dizer que Anderson, diretor de Os Excêntricos Tennenbaums (2001) e Moonrise Kingdom (2012), tenha ficado interessado no realismo, de uma hora para outra. Seu Leste Europeu é um Leste Europeu imaginado. A ação se passa no Grande Hotel Budapeste do título, que fica em um balneário no país fictício de Zubrowka, invadido durante a guerra e depois tomado pelo comunismo. No presente, o Sr. Moustafa (F. Murray Abraham) conta a um escritor (Jude Law) as aventuras vividas ali pelo concierge Gustave H (Ralph Fiennes) e seu jovem protegido, o mensageiro Zero (Tony Revolori). Os dois se metem numa enrascada depois da morte de Madame D (Tilda Swinton), uma condessa que recebia tratamento especial de Gustave H e deixa para ele um quadro valioso. Passam a ser perseguidos pelo filho de Madame D, Dmitri (Adrien Brody, com um ar de Salvador Dalí), e seu capanga Jopling (Willem Dafoe, um vampiro dos anos 1930). Os vilões (que incluem os nazistas, claro) não chegam a dar medo: são patéticos como os malvados dos desenhos animados. Assuntos como intolerância aos estrangeiros e homossexuais são mencionados de forma leve e cômica. Um sinal de que o cineasta não está tão preso assim a seu mundinho e percebe o que acontece fora dele.

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Suas inspirações para criar esse universo tão particular são as mais variadas, começando pela obra de Stefan Zweig (escritor austríaco que se suicidou em Petrópolis, em 1942, depois de fugir do nazismo na Europa). “Realmente sou apaixonado por seus livros, mas o filme não é baseado neles. Usamos alguns elementos e principalmente a atmosfera das obras para criar uma versão própria da história”, afirmou Wes Anderson na coletiva que se seguiu à sessão de imprensa. O Grande Hotel Budapeste também foi influenciado por filmes dos anos 1930 e 1940, como Grande Hotel (1932), com Greta Garbo, e A Loja da Esquina (1940), de Ernst Lubitsch.

Para Ralph Fiennes, que interpreta o refinado Gustave H, representante de uma época que está deixando de existir, não houve nem o que pensar quando o roteiro chegou às suas mãos. “Era único. O mais engraçado é que o Wes me perguntou: qual personagem você gostaria de interpretar?”, contou na coletiva, deixando claro que a escolha de Gustave H era óbvia. O diretor admitiu que essa é a sua estratégia. “Já percebi que, quando você oferece um personagem em particular para um ator, ele costuma gostar de todos os outros, menos daquele que você ofereceu”, contou, provocando risos. “Mas o papel foi escrito para Ralph.”

O Grande Hotel Budapeste tem a participação de vários atores que já trabalharam com o cineasta, como Tilda Swinton e Edward Norton (que estiveram em Moonrise Kingdom), Willem Dafoe e Jeff Goldblum (que participaram de A Vida Aquática com Steve Zissou), Adrien Brody (Viagem a Darjeeling) e Jason Schwartzman, Owen Wilson e Bill Murray, que fizeram quase todos os seus filmes e aparecem aqui em papéis pequenos. “Não sei por que continuamos aceitando, já que só nos oferecem trabalho duro, por longas horas, e pagamentos baixos”, disse Murray, em tom de brincadeira. “Acho que é porque gostamos de Wes, é a única explicação.” Em seguida, os dois entraram num bem-humorado debate sobre os sacrifícios exigidos dos atores. “Você quer começar a falar de O Fantástico Sr. Raposo? Primeiro, trabalhamos na fazenda. Depois, você me fez ir para a Inglaterra por uma semana para fazer uma dublagem de 20 minutos. Depois, fui a Paris”, contou Murray. Anderson encerrou o assunto, em tom de brincadeira: “Nem vem que fazemos um trabalho muito eficiente”.

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fonte:veja.abril.com.br

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