300 – A ascensão do império – Crítica

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Ainda que seja bastante competente em emular a estética do primeiro 300, em especial o alto contraste e as câmeras lentas estilosas, assinatura de Zack Snyder,  300 – A Ascensão do Império  ( 300 – Rise of an Empire ) não chega nem perto da bravata machona do longa de 2007. Se o original cativou o público com e frases de efeito tão cortantes quanto os golpes de Leônidas, falta bravata e sobram discursos professorais à sequência. O australiano Sullivan Stapleton vive o general Temístocles, uma lenda entre os atenienses ao liderar os exércitos gregos contra as tropas do imperador persa Dario. O filme o acompanha desde o 1º embate com os conquistadores do Oriente Médio até os eventos que aconteceram simultaneamente à defesa das Termópilas ( a de 300 ) e alguns meses além. Dessa forma,  300 – A Ascensão do Império conta uma paralela, que começa antes e termina depois do longa original. Stapleton, que já não tinha o charme de Gerard Butler  ( o Leônidas, que sozinho aparece em uma breve cena ), é prejudicado pelo roteiro, que insiste em transformar discursos pré-batalha em palestras de auto-ajuda. Temístocles explica suas estratégias o tempo todo, preparando a ligação com os eventos de 300 de maneira quase vexaminosa. O grego não perde uma chance de lembrar seu plano-mestre para a união da Grécia. Enquanto conta a de Temístocles, o longa também narra os acontecimentos no front persa.  Rodrigo Santorocomeça humano como Xerxes, o filho de Dario, e sua em Deus-Rei é escancarada. O interage quase que exclusivamente com Artemísia ( Eva Green ), a comandante das frotas persas e o melhor elemento do novo 300. A guerreira consegue ser mais machona que Temístocles e sua cenas são as mais interessantes do filme – bem como a personagem em si, cujas motivações e reações são devidamente desenvolvidas. Pena que sua cena de tenha uma pausa para entrada de alívio-cômico, como se para não constranger o público, que merece apenas os rios de sangue digital que fluem da tela. Entre e diversas tentativas de repetir sequências do 1º, ao final, fica a certeza de que as diferenças entre a e o 1º filme são tão gritantes quanto atenienses e espartanos. É como se o original, em que os guerreiros de Leônidas caçoam dos vizinhos, já profetizasse o que sairia de uma continuação tendo justamente esses R0;filósofos e amantes de meninos”  ( LEÔNIDAS, Rei – 2007 ) como protagonistas. fonte: omelete. com. br

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